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As 5 Principais Causas de Falha em Peças Plásticas

  • Eng. Allan Rodrigues
  • 14/06/2023

“Não quero peça plástica não, ela não resiste, prefiro alumínio, aço ou titânio.”

Quem nunca ouviu isso, não é mesmo?

Isso porque muitos desses componentes realmente quebram muito antes do que os engenheiros, designers de produto e projetistas esperam! Por isso veremos as 5 principais causas de falha em produtos plásticos e como evitá-las.

Aqui no escritório Projetos de Mestre, conduzimos projeto de produto nas mais diversas indústrias, entre elas: máquinas e equipamentos agrícolas, cases e equipamentos elétricos e até dispositivos médicos. Por esse motivo temos contato diariamente com inúmeras possibilidade de falha em peças plásticas.

Então essas são as 5 falhas mais comuns e as formas que podemos evitá-las:

1. Seleção de Material Inapropriado

Falha em peças plásticas causadas pela seleção de material inapropriado
Válvula de nylon após contato com água clorada em altas temperaturas

Na imagem acima percebemos os drásticos efeitos causados pela seleção de uma material de bom desempenho, mas no ambiente errado.

Precisamos lembrar que cada material é composto por diferentes moléculas, que resultam em diferentes propriedades.

Portanto, na seleção da matéria-prima precisamos estar atentos às solicitações térmicas, elétricas, químicas, mecânicas e ambientais de operação.

2. Projeto Inadequado

Falha em peças plásticas causada por projeto inadequado
Peça com falha crítica em região com acumulador de tensão

A peça da imagem acima foi projetada com cantos vivos, sem nenhum raio, em uma região bastante solicitada mecanicamente. Isso gerou um acúmulo de tensão, fazendo com que ela chegasse a ruptura muito antes do esperado para o material.

Além disso ela possui muitos rechupes que podem ser um grande problema, caso se trate de uma peça estética.

Para o projeto de peças plásticas temos como geometria ideal uma peça que tenha o máximo de alívio de massa possível, porém mecanicamente reforçada. Ou seja: apenas colocamos material nas regiões estritamente necessárias!

Uma boa forma de se prevenir desse tipo de falha é levantar a função da peça corretamente durante o projeto. Pergunte-se, por exemplo:

  • A quais solicitações a peça será submetida?
  • Quais esforços mecânicos?
  • Qual a intensidade e a duração desses esforços?

Lembrando sempre da Tríade de Sucesso de Projeto de Produto: Geometria, Material e Processo. A forma ou geometria do seu produto deve ser compatível com o material e o processo de fabricação selecionado.

Outro metodologia importante é a validação da peça ou conjunto em 3 etapas: validação da função, da geometria e do processamento.

Você já deve ter percebido o quanto o projeto é importante para o sucesso da peça plástica ou evitar a falha dela. Por isso recomendamos que engenheiros, designers de produto e projetistas façam o Curso Projeto de Peças Plásticas.

Nele você vai dominar todas as etapas do projeto desde a concepção inicial até a peça final. Com o treinamento você estará equipado com as ferramentas e conhecimento necessários para ser destaque nessa indústria que está em constante evolução.

Aproveite que as inscrições estão abertas e faça a sua clicando aqui.

3. Processamento Inadequado

Falha em peças plásticas causadas por processamento inadequado
Peça em policarbonato com tensões internas

Na imagem acima é mostrada uma peça de policarbonato com tensões internas na região próxima à um pequeno furo.

Essa é a análise de birrefringência que é utilizada em polímeros amorfos para detectar a orientação das cadeias poliméricas.

Durante a injeção podemos ter inúmeros problemas que resultam em peças com defeito ou menos resistentes, entre eles:

  • Temperatura de processo incompatível;
  • Pressões excessivas e desconhecimento da importância do recalque;
  • Altas taxas de cisalhamentos do material para poder preencher a peça;
  • Umidade no material.

Por isso sempre baseie-se na folha de processo ou data-sheet do fabricante do material para o set-up da produção. A uniformidade nos parâmetros é fundamental.

Lembre-se também que é importantíssimo ter um controle do processo: atente-se para o pré-tratamento e secagem do material, controle preciso de temperaturas e pressões e utilize as simulações realizadas durante a etapa de projeto da peça como referência para o processamento.

4. Condições Ambientais Agressivas

Devido sua estrutura química, os plásticos sofrem com variações de temperatura e aumento de umidade. Por exemplo: materiais dúcteis podem apresentar fratura frágil em temperaturas negativas. E no caso de materiais higroscópicos a umidade age como plastificante, reduzindo drasticamente sua rigidez.

Atente-se à essas condições críticas para a degradação dos plásticos para selecionar um material adequado ou então criar outras soluções de projeto:

  • Temperaturas elevadas por longos períodos em exposição ao oxigênio, pois é uma condição que envelhece o material;
  • Fontes de radiação (raios gama, micro-ondas e raios UV) podem degradar alguns plásticos;
  • Contato na operação com óleos, graxas, combustíveis e solventes deve ser especificado com precisão.

5. Não Compreender o Usuário

Não é raro ver algumas produtos que para aumentar a resistência ou facilitar o processamento, precisou ter sua geometria modificada e seu uso ou instalação se tornaram não intuitivos.

Em outros casos projetos “fora da caixa” acabam não seguindo nenhuma referência que o usuário já possui. E para dificultar ainda mais não é fornecida nenhuma instrução sobre o uso do produto.

Vemos no dia a dia muitas falhas em encaixes e conexões em peças plásticas. Algumas vezes relacionadas à dificuldade de cálculo desses recursos na etapa de projeto, mas em outras devido à não compreensão do uso final.

Para evitar esse tipo de falha é fundamental pesquisar e entender o público alvo e como se dá o uso no ambiente real. No projeto podemos desenvolver sistema de encaixes do tipo poka yoke para limitar o uso incorreto além de validar seu uso com protótipos funcionais.

Caso não seja possível tornar o uso do produto intuitivo, crie instruções claras para o usuário, bem como detalhar a carga suportada e o uso para o qual sua peça foi projetada.

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